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Outubro Rosa - Câncer de mama e o auxílio psicológico no ambiente corporativo

  • Foto do escritor: limaconsultoriadia
    limaconsultoriadia
  • 14 de out. de 2022
  • 4 min de leitura

O câncer da mama é o mais incidente nas mulheres no Brasil e no mundo. o diagnóstico precoce é essencial, pois aumenta as chances de cura e ajudar a promover uma vida mais saudável.

É importante as empresas aderirem à campanha de conscientização do Outubro Rosa ajudando a divulgar para a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer. O foco da campanha é o câncer de mama e do colo do útero, pois são os que mais acometem as pessoas, mas o alerta vale para prevenir outros tipos de câncer.


Diagnosticar precocemente uma doença silenciosa é um ganho para todos.


Como lidar com o câncer de mama e outros no ambiente corporativo?


Além de adotar uma cultura de atenção primária à saúde entre os colaboradores com foco na prevenção, que é fundamental para salvar vidas, há um contingente significativo de mulheres diagnosticadas com câncer de mama atuantes no mercado de trabalho.


O trabalho é uma fonte de motivação diária e uma forma do paciente oncológico não focar sua atenção apenas na doença. O auxílio psicológico, a compreensão e apoio dos colegas de trabalho sob a orientação da empresa contribui para um ambiente mais agradável e produtivo.

Para a colaboradora, além da preocupação com a doença, surgem incertezas com relação à vida profissional. Manter-se produtiva durante o tratamento ou voltar ao trabalho após a alta ajuda a afastar a depressão, beneficia o estado emocional e a autoestima da mulher. Estudos realizados em vários países, inclusive do Brasil, mostram que a atividade profissional contribui para melhores e mais rápidos resultados clínicos, inclusive em casos de recidiva.

As terapias atuais, menos agressivas e com menos efeitos colaterais, permitem que muitas pacientes mantenham as atividades profissionais mesmo durante o tratamento, a depender do caso. Nos casos que o afastamento é o mais adequado, na alta, o acolhimento e a readaptação ao trabalho é fundamental para ajudar na autoestima da colaboradora.

A médica da Beneficência Portuguesa dá algumas dicas: “Pode ser necessário um acordo com o empregador para flexibilizar horários ou, às vezes, readequar a função se esta envolve esforço físico. Também quem teve de se afastar do trabalho e vai retomá-lo depois da alta pode apresentar restrições. A paciente que passou por uma cirurgia mais agressiva, como a mastectomia, por exemplo, pode ter uma recuperação mais lenta ou até ficar com alguma sequela permanente que impeça atividades de esforço, o que pode ser contornado com uma realocação de função”. Atualmente boa parte dos casos de câncer de mama é descoberta no início, permitindo procedimentos mais simples para retirar apenas um fragmento da mama ou da axila, o que resulta em recuperação mais rápida e reduz risco de sequelas físicas.


O trabalho é um importante facilitador do retorno à vida normal das pacientes após o tratamento do câncer de mama. “Faz a pessoa sentir-se útil e interagir socialmente”, diz a médica, que lembra que a maior dificuldade das mulheres para o retorno ao trabalho está relacionada à autoestima. “O cabelo perdido na quimioterapia pode não ter crescido ainda, ela pode ter ganhado peso devido aos corticóides ou, por algum motivo, pode não ter feito ainda a reconstrução da mama. Se esses fatores gerarem muita dificuldade, a recomendação é adiar um pouco a volta”.


O ambiente de trabalho também tem um peso importante e as empresas podem ajudar nesse retorno. Ser bem recebida e contar com o apoio da chefia e dos colegas é fundamental para a rápida readaptação dessas profissionais. O ideal é preparar a equipe para lidar com a situação e evitar situações de constrangimento. “Mas, geralmente, o ambiente é favorável, muito em função da empatia entre as mulheres, que costumam ser bastante acolhedoras”, diz Dra. Débora.

Quando a mulher tem mais dificuldade para lidar com os abalos emocionais, o melhor é buscar acompanhamento psicológico. Também ajuda participar de grupos de apoio, interagindo com pessoas que passaram pelo mesmo problema. “Importante é que cada uma encontre o melhor caminho para, depois do câncer de mama, retomar a vida normal – pessoal e profissionalmente –, para vivê-la plenamente, olhando para o futuro e deixando a doença como algo de um passado que foi superado”, conclui a médica da Beneficência Portuguesa de São Paulo


Pequenas ações por parte da empresa, como:

  • Adoção de programas de conscientização e educação sobre fatores de risco.

  • Qualificação de médicos do trabalho que realizam checkups, de maneira a potencializar o atendimento, tornando-o uma prática de cuidado integral do colaborador.

  • Criação de programas estruturados para lidar com colaboradores e familiares com câncer, dando particular atenção ao treinamento de gestores e a iniciativas que ofereçam conforto psicológico e segurança financeira aos pacientes.

  • Adoção de políticas para recolocação desses colaboradores (e seus familiares que deixam o trabalho para acompanhar a jornada do paciente), como forma de não desperdiçar talentos e de contribuir com os sentimentos de pertencimento e capacidade produtiva, tão importantes à qualidade de vida.

Isso dará muita diferença aos colaboradores, gerando mais comprometimento e um ambiente saudável e produtivo.



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Fontes:

Site Jornal Contábil, acesso em 14/108/2022

Site BRH Brasil, acesso em 14/108/2022





 
 
 

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